PEQUENOS MÚSICOS - Prof.ª Carla Nunes

Blogue de apoio às aulas de Educação Musical de 2.º Ciclo e de 3.º Ciclo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novas aquisições V - Ukulele

Eis uma fotografia do nosso ukulele, um instrumento havaiano que é descendente do cavaquinho!


Na viragem do séc. XIX para o séc. XX, muitos portugueses provenientes da Madeira e dos Açores emigraram para a Ilha do Havai, em navios de bandeira britânica. Iam trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar, procurando melhores condições de vida. A decadência do império português, bem como a infestação das videiras da Madeira por um fungo que destuiu as plantações, terão estado na origem desta procura de melhores condições de vida noutro país.

Os madeirenses levaram consigo a braguinha e o cavaquinho. Este último agradou bastante aos havaianos, que o incorporaram nas suas práticas musicais. 'Ukulele (lê-se ukulêle) significa "pulga saltitante".

Fonte consultada:
http://www.interney.net/blogs/malla/2009/02/15/ukulele/

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Novas aquisições IV - Bateria acústica

Atenção, alunos com problemas de coração! É melhor lerem com calma ;-)

Segue-se uma foto da nossa nova bateria, financiada pela Direcção Executiva da Escola, que será montada na sala 30, para a semana. A fotografia mostra a bateria quando ainda estava na montra.




















A seguinte fotografia, que retirei do site http://mckenzieministries.com/drums2.jpg, mostra uma bateria igual à nossa, depois de montada:

Novas aquisições III - Baixo eléctrico

Publico fotografia da caixa onde está o nosso novo baixo eléctrico Fender Squire, com combo, forra, correia, afinador, cabo e todos os demais acessários.

É mesmo vermelho, como está na caixa!

ESTE INSTRUMENTO FOI FINANCIADO PELA DIRECÇÃO EXECUTIVA DA ESCOLA

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Novas aquisições II - Guitarra eléctrica

A pedido de vários alunos, aqui está uma fotografia da nossa nova guitarra eléctrica!

Esta guitarra foi adquirida com o dinheiro proveniente da venda dos DVDs da Visita de Estudo a Évora, feita pelo 5.º E e pelos 8.ºs A e B, no dia 28 de Outubro!

Novas aquisições I - Livros

Estes são os dois livros que comprei, para utilizarmos com os novos instrumentos! Cada um deles traz um CD com exercícios e músicas! Vou colocá-los no moodle da escola, para que todos os possam consultar.

domingo, 13 de dezembro de 2009

AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS DE PESQUISA

As instruções para a realização dos trabalhos de pesquisa, bem como as características dos mesmos, foram dadas a conhecer nas aulas de Educação Musical e encontram-se aqui no blogue. A todos os alunos foi dada oportunidade de copiar as instruções para o caderno diário. A classificação atribuída situa-se entre o Muito Fraco e o Muito Bom.

Junto à classificação, cada aluno encontrará um conjunto de números e letras. Por exemplo: Muito Bom 1 3 4 K ou Não Satisfaz A B E1 H Os números e letras têm uma finalidade formativa, devendo ser interpretados como uma orientação, para que os alunos compreendam o que valorizou e/ou desvalorizou os seus trabalhos e possam fazer melhor, da próxima vez.

Legenda dos aspectos desvalorizadores do trabalho (letras)

A - Falta de Introdução;
B – Irrelevância da informação contida no texto;
C - Imagens desadequadas ao conteúdo do texto;
D - Frases riscadas ou apagadas a corrector (no caso de trabalhos escritos à mão);
E – Falta de qualidade da expressão escrita;
E 1 - Existência de erros ortográficos e de sintaxe;
E 2 - Existência de palavras e expressões desadequadas;
E 3 – Grafia em Português na variante brasileira;
E 4 – Texto não tratado, proveniente de traduções informáticas de má qualidade;
E 5 - Texto demasiado curto, com informação insuficiente;
F - Informação igual à da fonte consultada, sem ter sido resumida pelo aluno (plágio propositado ou inadvertido)
G - Existência de links ou de URLs, sem ser na Bibliografia
H - Falta de Conclusão
I – Bibliografia incompleta ou imprecisa
J – Bibliografia inexistente
K– Falta de identificação do autor do trabalho

Legenda dos aspectos valorizadores do trabalho (números)

1 - A selecção de um tema ponderado pelo aluno e do seu efectivo interesse pessoal;
2 – A consulta de mais do que uma fonte;
3 - A consulta de livros fiáveis;
4 – A qualidade do resumo de toda a informação recolhida;
5 - A inserção de texto da autoria do aluno (opinião, experiência pessoal, articulação com a matéria aprendida nas aulas, etc.);
6 – O seguimento das normas para a elaboração de referências bibliográficas;
7 - A relação harmoniosa entre todos os elementos do trabalho, desde o título até à identificação do aluno;

A letra F corresponde directamente à classificação de Muito Fraco, sempre que aplicável a todo o trabalho.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Actividades de Final do 1.º Período



COMEMORAÇÕES DO DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Dia 17 de Dezembro, entre as 9.30h e as 13.30h:

ACTUAÇÃO DO 6.º A NO MERCADO MUNICIPAL, ÀS 10.00h (flauta, harmónica, voz, guitarra eléctrica e acústica, sintetizador, adufe, bongós, djembés e pequena percussão)

ACTUAÇÃO DO 6.º A NA PETROCOOP, às 11h.

A REPORTAGEM SERÁ FEITA PELO JORNAL "O LEME" E O REGISTO VÍDEO POR JÚLIO NUNES.

ASTRONOMIAS DE NATAL Dia 18 de Dezembro:

ACTUAÇÃO DO 6.º A PARA O 6.º B - "THE TWELVE DAYS OF CHRISTMAS" e "RUDOLPH THE RED-NOSED REINDEER" - Biblioteca escolar

ACTUAÇÃO DO 6.º C PARA O 6.º D - " VAI NEVAR" - Biblioteca escolar

ACTUAÇÃO DO 5.º E PARA OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO E PARA TODAS AS TURMAS DE 5.º ANO: "ASTROMANIAS" E "CANÇÃO DO TIMBRE".

Outras actividades que decorrerão na Biblioteca e/ou na escola:

Leitura de poemas, exposições, venda de iguarias, mini-planetário, "Ver com as mãos", etc.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Renas musicais - É só apertar os narizes e tocar!

"Teclado" feito de narizes de renas

Podem tocar as músicas que quiserem, ou então, seguir as indicações dos números e tocar as 3 canções indicadas. É possível apertar os narizes ou, em alternativa, tocar no teclado do computador, com os números e os sinais inscritos nas renas. Boas experiências!




src="http://www.aceav.pt/blogs/fatimasilva/brincando/flash/flash/tocar_renas.swf" name="obj1" height="359" type="application/x-shockwave-flash">

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Festival Internacional de Acordeons

Festival Internacional de Acordeons de La Coruña

7 de Agosto de 2009

Carla Nunes (Portugal) e Manuel Olegario (Vigo)







http://www.laopinioncoruna.es/coruna-metro/2009/08/08/instrumento-alma/310070.html

sábado, 21 de novembro de 2009

Intervalos melódicos e intervalos harmónicos

Intervalos melódicos e intervalos harmónicos, com as mesmas notas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pauta com notas musicais

Onde se escrevem as notas? Escrevem-se do grave para o agudo, intercalando linhas com espaços. A pauta tem ainda linhas e espaços suplementares inferiores e superiores. O Dó grave, por exemplo, escreve-se na 1.ª linha suplementar inferior.



Dó na linha
Ré no espaço
Mi na linha
Fá no espaço
Sol na linha
Lá no espaço
Si na linha
Dó no espaço

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Matéria que vai sair no teste - 5.º Ano

TESTE SUMATIVO DE 5.º ANO - 30 NOVEMBRO

ABC da Música - p. 14
A pulsação - p. 19
ABC da Música - p. 20
ABC da Música - p. 21
Agudo, médio e grave - p. 22
A pauta (linhas e espaços) e a clave de sol - p. 22
A flauta de bisel - p. 23
Diagnóstico 1 - página 28
As notas Sol e Mi, na pauta e na flauta - Caderno diário

A mínima - p. 49 e caderno diário

Matéria que vai sair no teste - 6.º Ano

Teste sumativo de 6.º Ano - 1.º Período

DIAS 3 E 4 DE DEZEMBRO

Notas na pauta e na flauta de bisel - p. 16

Harmonia e realce tímbrico - p. 21

A semicolcheia - p. 24

Monorritmia e polirritmia - p. 25

Instrumentos melódicos e instrumentos harmónicos - p. 26

Intervalos melódicos e intervalos harmónicos - p. 26

Instrumentos musicais do Mundo - Aerofones p.28-29

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Citação do dia

Actividades

A nossa escola vai participar num Projecto sobre Astronomia!

Várias disciplinas vão entrar neste Projecto e uma delas é a Educação Musical.

Quem gostava de ser astrónomo? Quem tem muitos livros sobre o Espaço? Quem tem e costuma usar um telescópio?

Quem tem ideias engraçadas para pormos em prática, juntando EM e EVT, por exemplo?

Deixem aqui as vossas sugestões.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Trabalho de pesquisa - 5.º e 6.º Ano

Características do trabalho de pesquisa

O trabalho terá um peso de 10% na nota do 1.º Período, servindo para avaliar a utilização correcta da Língua Portuguesa e das TIC (competências transversais).

Deve ser constituído por uma página A 4, conter uma imagem ou desenho a ilustrar o texto e ficar concluído até ao final de Novembro.

Temas disponíveis para os alunos seleccionarem:

1. Um instrumento musical (de qualquer parte do Mundo)
2. Um compositor musical (português ou estrangeiro; contemporâneo, ou do passado)
3. Um músico famoso
4. Um cantor ou um maestro
5. Uma dança

Etapas da realização do trabalho:

1. Seleccionar o tema e informar a professora;
2. Realizar a pesquisa, privilegiando os livros em detrimento da Internet;
3. Ler todo o material resultante da pesquisa, seleccionar a informação que interessa e fazer um resumo dessa informação;
4. Redigir o trabalho, de preferência a computador, abordando os aspectos mais importantes do tema escolhido;
5. Certificar-se de que o trabalho tem introdução, desenvolvimento e conclusão;
6. Colocar a bibliografia no final: nome dos autores dos livros consultados, títulos dos livros e nome da editora (no caso dos livros) e/ou nome do site onde encontraram a informação, autor do texto e data da consulta (no caso de sites da Internet).
7. Identificar o trabalho com o nome, número, ano e turma.
8. Ler todo o trabalho e preparar-se para fazer a sua apresentação, na aula que a professora indicar.

ATENÇÃO

Todos os trabalhos resultantes de um simples "copy-paste" do conteúdo de sites da Internet serão classificados com 0 valores;

O trabalho não pode conter palavras cujo significado seja desconhecido para o aluno que o escreveu. O aluno poderá, ou procurar o significado destas palavras num dicionário, ou substituí-las por outras, com o mesmo significado (palavras sinónimas).

Não serão aceites trabalhos sem bibliografia;

O trabalho não pode ser um conjunto de frases soltas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Bem-Vindos!

Mais um ano lectivo se inicia. A todos, os meus sinceros votos de muito sucesso e crescimento!



Aos alunos do 5.º E; 6.º A; 6.º B; 6.º C; 6.º D; 8.º A e 8.º B:

sábado, 23 de maio de 2009

Jogos sobre a Orquestra

Dois sites com jogos muito bons, sobre a Orquestra:

http://www.playmusic.org/stage.html

https://wmsmusic.wikispaces.com/Orchestra+Instruments+Games

Música nos Descobrimentos

Sabias que o timbale (atabaque), o cravo, o alaúde, a charamela, o xilofone e a cítara foram instrumentos importantes na época dos Descobrimentos?

Vai a este site, vê como são estes instrumentos, ouve-os tocar e aprende muitas coisas!

http://www.prof2000.pt/users/hjco/Descoweb/Index.htm

Escolhe "Música e Expansão" e diverte-te, aprendendo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Evolução da escrita musical

Escrita musical do séc. IX, do séc. XIII e da actualidade:



"Segundo a história da música, os primeiros registos musicais conhecidos utilizavam letras. Mais tarde, apareceram os neumas (sinais inspirados nos assentos das palavras, que indicavam o movimento ascendente e descendente dos sons) sem que isso indicasse uma altura exacta.

Por volta do século IX, começou a usar-se uma linha; os neumas colocavam-se acima ou abaixo dela e no início da linha, uma letra indicava o nome da nota que essa linha representava.

O número de linhas foi aumentando ao longo do tempo. Cerca do século XII foi adoptada
a pauta de cinco linhas. Foi Guido D’Arezzo, monge Italiano que substituiu as letras que representavam a altura dos sons pelos nomes que hoje conhecemos. Para isso usou um hino de louvor a S. João Baptista para ajudar os alunos a memorizar a altura dos sons:

Ut queante Laxis
Resonare fibris
Mira gestorum
Famule tuorum
Solve pollut
Labi reatum
Sancte Iohanes

Que significa:

"Para que nós, teus servos,
possamos elogiar claramente
o milagre e a força dos teus actos,
absolve nossos lábios impuros, São João"

Fonte: http://fatimamusical.wikispaces.com/

Escrita neumática:

Canto gregoriano

Sigam o seguinte link, para fazerem pesquisa e ouvirem o canto gregoriano:

http://www.starnews2001.com.br/canto_gregoriano.htm

Partitura medieval de canto gregoriano:

Música na Idade Média (Música medieval)

"Mandad-ei comigo", uma Cantiga de Amigo do trovador Martin Codax interpretada pelo grupo de música antiga Martin Codax:



Grupo de Música Medieval numa Feira:


Canto gregoriano:

A Orquestra Sinfónica

Observa o seguinte vídeo, onde a Orquestra Filarmónica de Berlim interpreta o 1.º andamento da 5.ª Sinfonia de Beethoven. Como estão dispostas as famílias de instrumentos? Como se comportam os músicos, em palco? Qual é a relação ente os gestos do maestro Daniel Barenboim e a forma como os músicos tocam?

domingo, 26 de abril de 2009

Senhas musicais da Revolução de 25 de Abril de 1974

A canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho e vencedora do Festival da Canção desse ano, marcou o início das operações militares da Revolução de 25 de Abril de 1974:



Grândola vila Morena, uma canção da autoria de Zeca Afonso, foi a segunda senha do MFA e tornou-se o grande hino desse dia:

quinta-feira, 23 de abril de 2009

John Cage I - Experimentalismo musical

John Cage a executar "Water Walk" em Janeiro de 1960, no programa televisivo "I've Got A Secret".

Na altura, John Cage era professor de Composição Experimental na New York City's New School. Oito anos após a sua obra "4:33", ele era a figura mais controversa do mundo musical da altura. A sua primeira performance na televisão nacional previa a utilização de 5 rádios, mas uma disputa na CBS impediu que ele ligasse os rádios à parede. Em alternativa, Cage bate nos rádios e atira-os, em vez de os ligar e desligar.

Ao mesmo tempo que trata John Cage como uma espécie de lunático, o apresentador do programa trata-o de forma reverencial, cancelando o formato regular do programa, para lhe permitir apresentar a sua performance até ao fim.

domingo, 19 de abril de 2009

Mapa etno-musical de Portugal

Este mapa permite, de forma bastante detalhada, compreender e situar os instrumentos tradicionais portugueses:

http://www.juliopereira.pt/index.htm

quarta-feira, 15 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Compositor, o Intérprete e o Maestro

O Compositor

O compositor pode ser considerado como uma espécie de artesão cujo material de trabalho são os sons e os silêncios. É ele que os molda e organiza de tal forma que consegue criar uma harmoniosa teia de ligações sonoras, a que damos o nome de partituras. Estas partituras podem ser compostas para orquestras ou, pelo contrário, apenas para um intérprete.
O trabalho do compositor é feito sempre com uma grande sensibilidade. Esse trabalho está normalmente sujeito a uma série de regras que fazem parte da linguagem musical.

O Intérprete

O intérprete é a pessoa que toca ou canta a obra musical composta.
Este acto exige um grande trabalho de preparação, tanto ao nível técnico, ou seja, ao nível da execução do que está escrito na pauta, como ainda ao nível da sensibilidade do intérprete, para que o espírito que o compositor pretendeu transmitir seja totalmente respeitado.
Costuma dizer-se que os grandes intérpretes são aqueles que sentem a obra musical que executam como se tivessem sido eles a compô-la.
Por vezes, os intérpretes são também os compositores das suas obras. Por isso, são chamados de compositores - intérpretes.

O Maestro

Antigamente a palavra maestro era um título dado aos compositores e aos professores célebres.
Hoje em dia, o maestro é o responsável pela orquestra, ou seja, é a pessoa que dirige todos os intérpretes. Por essa razão a sua actividade é de enorme importância exigindo, por isso, um grande trabalho de preparação e um profundo conhecimento de toda a partitura.
O maestro trabalha em cima de um estrado de modo a que possa ser visto por todos os músicos. O único material que usa é a batuta, com a qual vai dando sinais que indicam aos intérpretes o momento exacto em que devem tocar.

Melodia e Harmonia

Melodia

Podemos definir a melodia como um conjunto de sons que se sucedem com maior ou menor distância entre si.
Quando se pensa em música, normalmente pensa-se logo em melodia.
De certo modo, melodia e música são quase a mesma coisa.
De facto, o que é a música senão um conjunto de sons que mudam e que se movem no tempo? Isto é também, praticamente, uma definição de melodia; uma série de notas que se movem no tempo, umas a seguir às outras. Assim, a melodia é o lado 'cantante" da música, da mesma maneira que o ritmo é o lado "dançante" dessa mesma música.

Harmonia

De uma forma geral, a harmonia é o aspecto “vertical” da música, tendo a ver sobretudo com a combinação simultânea de dois ou mais sons (duas ou mais notas ao mesmo tempo). Assim, numa partitura com várias pautas podemos ver as notas que ficam por debaixo umas das outras. Quando as ouvimos soar ao mesmo tempo, ficamos com a ideia de harmonia.

Ataque, corpo e queda do som

Como sabes, o som propaga-se por ondas através da matéria, quer seja sólida, líquida ou gasosa. Nesta propagação, o som não é sempre constante. Na realidade, ele passa por três fases distintas: ataque, corpo e queda do som.

Ataque - A maneira como se produz o som.
Corpo - A duração do som.
Queda - A forma como desaparece.

Vejamos um exemplo prático que te permita perceber mais facilmente estas fases. Quando estás a tocar um instrumento, por exemplo um xilofone, começas por bater com a baqueta numa das lâminas. Esse é o momento a que chamamos ataque.
Seguidamente ouves o som que produziste, que pode ter uma duração variável. A esse período de tempo chamamos corpo do som.
Finalmente o som que produziste começa a diminuir, até desaparecer totalmente. E a este momento que chamamos de queda do som.

Características do Som IV - A Altura

A Altura

Vejamos em que consiste esta qualidade do som tomando como exemplo a voz humana.
Como sabes, ninguém tem a voz igual, embora por vezes haja vozes muito parecidas. Todos os sons, nomeadamente a voz, podem ser agrupados em três categorias: finos, grossos e médios.

A estas características do som chamamos, em linguagem musical, altura do som, a qual se divide em três categorias, ou registos: agudos, graves e médios.

• Sons agudos - Sons mais finos.
• Sons graves - Sons mais grossos.
• Sons médios - Sons nem muito agudos nem muito graves.

O Som e as suas características III - A Intensidade

A Intensidade

A intensidade dos sons depende da amplitude da vibração. De facto, quanto mais forte for o estímulo dum corpo vibratório, mais forte será o seu som e vice-versa. Assim, se batermos, por exemplo, o teclado de um piano, produziremos sons mais fortes ou mais fracos, de acordo com o maior ou menor vigor com que tocarmos. Isso acontece porque a nossa energia é transmitida pelo teclado às cordas produtoras de som existentes no interior do piano.

A amplitude entre os sons muito fortes e muito suaves divide-se em vários graus de volume. Estes representam-se por meio de sinais de expressão que se escrevem geralmente sob a pauta musical, indicando qual a intensidade com que as notas devem ser tocadas. Numa composição musical, a transição de um grau dinâmico para outro pode ser repentina ou gradual. A transição gradual de uma dinâmica para outra indica-se geralmente por meio de um sinal, podendo ser também indicada por palavras:
pp - Significa pianíssimo e refere-se aos sons muito pouco intensos, isto é, aos sons muito fracos.

p - Significa piano e refere-se aos sons pouco intensos, isto é, aos sons fracos.
ff - Significa fortíssimo e refere-se aos sons muito intensos, ou seja, aos sons muito fortes.
f - Significa forte e refere-se aos sons intensos, ou seja, aos sons fortes.
mf - Significa meio - forte e refere-se aos sons que não são muito fracos nem são muito fortes, quer dizer, aos sons intermédios.

A este aspecto da música, que estuda a variação da intensidade dos sons, dá-se o nome de dinâmica.

Crescendo e Diminuendo

Partindo de um som meio-forte podemos chegar a um som forte ou mesmo fortíssimo. Da mesma maneira, partindo desse mesmo som inicial, também podemos chegar a um som piano, ou mesmo pianíssimo.

No entanto, em música muitas vezes pretende-se que o som comece muito forte mas que vá diminuindo de intensidade ou, pelo contrário, que comece muito piano e que vá aumentando de intensidade. Para representar simbolicamente o aumento ou a diminuição da intensidade do som criaram-se dois sinais: crescendo e diminuendo.

O Som e as suas características II - O Timbre

Timbre

Com o teu corpo podes produzir diferentes sons. Certamente já reparaste também que a tua voz é diferente da voz dos teus colegas, que cada objecto tem um som próprio e que na Natureza há uma grande variedade de sons. Assim, mesmo de olhos fechados, reconheces a voz dos teus amigos, o som de uma caneta a cair no chão, o som do bater de uma porta, o ladrar de um cão, o som da chuva a cair...

A esta qualidade do som, que torna possível a sua diferenciação e a identificação da fonte sonora, damos o nome de timbre. Os timbres são muito variados pois existe também uma grande variedade de fontes sonoras. No entanto, o timbre é a única qualidade do som que pode ser alterada. Repara que consegues reproduzir com a voz vários timbres, imitando, por exemplo, diferentes cantores, um animal doméstico, etc.

O facto de o timbre poder ser tão variado implica que tenha também várias características. Se tomarmos como exemplo a voz humana, podemos ver melhor no que consiste cada uma destas características do timbre:

Doce - Voz que demonstra uma certa ternura.
Suave - Voz que demonstra uma grande calma.
Metálica - Voz que parece ser produzida por um objecto metálico.
Nasalada - Voz que parece sair do nariz.
Baça - Voz sempre igual, em que às vezes até é difícil a compreender.
Brilhante - Voz clara, em que se entende facilmente o que se diz, sendo dada muita entoação às palavras.

Contraste e Semelhança Tímbrica

Como sabes, o timbre das vozes dos seres humanos por vezes é muito parecido mas outras vezes ele é muito diferente. Na linguagem musical, dá-se a essa característica o nome de contraste ou semelhança tímbrica.

Também o timbre dos instrumentos pode ser contrastante ou, pelo contrário, semelhante.

Assim, se ouvires o som de um piano e de um tambor, certamente vais sentir que entre estes dois instrumentos há um contraste tímbrico.

Por outro lado, se ouvires um bandolim e uma guitarra portuguesa, certamente terás alguma dificuldade em distinguir o timbre de uma e de outra, o mesmo acontecendo com uma flauta de bisel e uma flauta transversal. Nestes casos há então uma semelhança tímbrica entre os instrumentos. Como já sabes, o timbre é uma qualidade do som. Por isso, podemos dizer que o som que cada instrumento produz corresponde a um timbre muito próprio, ou seja, ao timbre característico do instrumento.

O timbre dos instrumentos está relacionado com dois aspectos:

O material de que cada um deles é feito e o tamanho do instrumento.

O Som e as suas características I

O som é a sensação que o nosso ouvido recebe quando é atingido pelas vibrações ou ondas sonoras produzidas pelas fontes sonoras, isto é, por tudo aquilo que produz som. As ondas sonoras transmitem-se através do ar. Quando a vibração do ar é regular, o som tem características musicais, ou seja, é agradável ao ouvido. Pelo contrário, quando essa vibração é irregular, o som é um ruído, tornando-se, por vezes, desagradável ao ouvido.

As Ondas Sonoras

Os objectos sonoros, ao serem percutidos, produzem variados sons que se propagam através do ar, sob a forma de ondas. Enquanto os sons musicais produzem uma sequência de ondas sonoras regulares, o ruído é uma sequência de ondas sonoras irregulares.

As vibrações

Todas as coisas que produzem som conseguem movimentar o ar rapidamente. Este, ao movimentar-se, provoca vibrações que, ao chegarem aos nossos ouvidos, permitem que consigamos ouvir os diversos sons.

Para verificares a existência das ondas sonoras poderás realizar a seguinte experiência:
Pega num diapasão, bate com ele na palma da tua mão e mergulha-o imediatamente num copo com água. Certamente, verás que as vibrações do diapasão agitam a água.


A Duração

Certamente já reparaste que há sons que duram mais tempo do que outros, como, por exemplo, a sirene dos bombeiros, o alarme de um automóvel, o toque de uma campainha, etc. Por este motivo, podemos dizer que há dois tipos de sons: longos e curtos.

q Sons longos - Demoram muito tempo a desaparecer.
q Sons curtos - Demoram pouco tempo a desaparecer.

Formas de expressão musical

Como se sabe, a música foi evoluindo através dos tempos. Esta evolução foi influenciada por vários factores, tais como: a cultura dos povos, que engloba as suas tradições e costumes, a religião e mesmo a política.

Em Portugal, por exemplo, existem diversas formas de expressão musical, as quais, certamente, já tiveste ocasião de ouvir.

Assim, temos a música tradicional que, além de ser muito diversificada, é de uma verdadeira riqueza cultural, retratando as características e personalidade das gentes de cada uma das regiões de Portugal. Os grupos etnográficos são uma dessas formas de expressão, que interpretam o chamado folclore típico de cada região, dando também a conhecer usos e costumes das suas gentes.

A música tradicional surge muitas vezes associada a festividades, algumas delas de carácter religioso, e é interpretada por vários tipos de agrupamentos, como por exemplo os coros de homens e/ou de mulheres, as orquestras típicas, as bandas e as tunas. Ainda dentro da música popular temos a chamada música ligeira, em que muitas vezes a voz aparece ligada a um grupo de instrumentos ou a uma orquestra e que é muitas vezes influenciada por estilos e modas estrangeiras. Outra forma musical, ou seja, outro estilo de música é aquele cuja interpretação é geralmente feita por orquestras, correspondendo à música erudita. Para além de todos estes estilos, a música portuguesa é também influenciada por toda a música que se faz nos outros países.

Fonte:

http://ensemble.blogs.sapo.pt/arquivo/764293.html

A evolução da Música

A música passou por um longo processo de evolução, o qual está intimamente ligado à evolução do próprio Homem. Nesta evolução destacam-se as seguintes fases:

• Imitação dos sons e sua reprodução através da voz e dos objectos.
• Construção dos primeiros instrumentos musicais semelhantes aos que conhecemos hoje: harpa, lira, alaúde, órgão.
• Desenvolvimento destes instrumentos por várias civilizações, nomeadamente a egípcia, grega e romana.
• Aparecimento e desenvolvimento da escrita musical, ligada à música religiosa.
• Desenvolvimento da música não religiosa, também chamada profana, com os trovadores, jograis e menestréis.
• Desenvolvimento da música vocal e instrumental.
• Criação de outras formas de arte, ligadas à música, como a ópera e o ballet.
• Construção de peças musicais mais complexas, usando um número cada vez maior de instrumentos.
• Grande variedade de estilos musicais, quer vocais, quer instrumentais, quer ainda mistos. Estes estilos vão desde a música erudita até à música tradicional, passando por muitos outros estilos, como o pop e o rock.

Fonte:

http://ensemble.blogs.sapo.pt/arquivo/764293.html

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Desde 1985 até 2009

A pedido de algumas meninas, aqui ficam as fotografias:

terça-feira, 7 de abril de 2009

A Clave de Sol e a Clave de Fá

Porque é preciso existir mais do que uma clave? Porque cada nota escreve-se numa determinada linha ou espaço. As notas mais graves deste teclado, por exemplo, escrevem-se na clave de Fá. A partir do Dó central, escrevem-se na clave de Sol. As linhas e espaços suplementares inferiores e superiores servem para escrever notas que não cabem na pauta. O Dó central escreve-se na 1.ª linha suplementar inferior, se estivermos na Clave de Sol. Essa mesma nota escreve-se na 1.ª linha suplementar suprerior, se estivermos na Clave de Fá. A seguinte imagem elucida muito bem o papel que desempenham ambas as claves:

terça-feira, 10 de março de 2009

Escala pentatónica Maior

As escalas pentatónicas são todas formadas por cinco notas ou tons, com a repetição da primeira. As mais usadas são as pentatónicas menores e as Maiores, que podem ser ouvidas em estilos musicais como o Blues, o Rock e a Música Popular.

In http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_pentat%C3%B4nica

Escala pentatónica Maior de Dó

Escala diatónica Maior

A escala maior tem os meios-tons do III para o IV grau e do VII para o VIII.
Entre os outros graus tem sempre um tom.

Escala menor natural

Possui oito graus ou oito notas, sendo que a oitava é a repetição da primeira. Tem a seguinte distribuição de intervalos: tom do I para o II grau; meio-tom do II para o III; tom do III para o IV; tom do IV para o V; meio-tom do V para o VI; tom do VI para o VII; tom do VII para o VIII.

Escala cromática

A escala cromática é a escala que possui todas as notas musicais. É uma escala simétrica, ou seja, é constituída por uma sequência de intervalos regulares, sempre iguais, de meio-tom cada um. Tocar uma escala cromática no piano significa tocar em todas as teclas brancas e pretas, entre uma nota e a sua oitava.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Piano virtual

Para tocar piano nas teclas do computador, nada melhor do que este piano!

Sigam o link:

http://www.bgfl.org/bgfl/custom/resources_ftp/client_ftp/ks2/music/piano/index.htm

Escolham diferentes timbres e ritmos e divirtam-se enquanto aprendem.

segunda-feira, 2 de março de 2009

As pausas

Aqui estão também todas as pausas que pertencem à notação musical. Cliquem na imagem para a ampliarem.

A árvore das figuras

Aqui está a árvore das figuras, para imprimirem e estudarem. Cliquem em cima da imagem, para a ampliarem.

Dedilhação do piano

Algumas dicas para iniciação ao piano. A dedilhação do piano eléctrico é igual à do piano acústico.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Recursos tímbricos da viola dedilhada

Vejam como uma viola dedilhada (ou guitarra clássica) pode ser tocada de modo a imitar outros cordofones.
video

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A origem do RAP

A sigla RAP deriva das iniciais de "Rhythm And Poetry" - Ritmo e Poesia. O Rap é um discurso rítmico com rimas, um dos elementos da música e da cultura hip hop.

O Rap que é comercializado nos EUA desenvolveu-se tanto por dentro como por fora da cultura hip hop, e começou com as festas nas ruas, realizadas nos anos 70 por jamaicanos (e outros). Foram eles que criaram a prática de terem um MC (Mestre de Cerimónias), que subia no palco, colocava-se junto ao DJ e animava a multidão, gritando e encorajando com palavras em rima, até que se foi formando o rap.

A origem do Rap situa-se na Jamaica, mais ou menos na década de 60, quando surgiram os sistemas de som, que eram colocados nas ruas dos guetos jamaicanos para animar bailes. Esses bailes de rua serviam de fundo para o discurso dos "toasters", autênticos mestres de cerimônia que comentavam, nas suas intervenções, assuntos como a violência nas favelas de Kingston e a situação política da Ilha, sem deixar de falar, é claro, de temas mais polémicos, tais como o sexo e as drogas.

No início da década de 70, muitos jovens jamaicanos foram obrigados a emigrar para os Estados Unidos da América, devido a uma crise económica e social que se abateu sobre a ilha. O DJ jamaicano Kool Herc introduziu em Nova Iorque a tradição dos sistemas de som e do canto falado, que se foi espalhando e popularizando entre as classes mais pobres até chegar a atingir a alta sociedade.

Fonte: "Rap" in Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rap