PEQUENOS MÚSICOS - Prof.ª Carla Nunes

Blogue de apoio às aulas de Educação Musical de 2.º Ciclo e de 3.º Ciclo

domingo, 12 de Janeiro de 2014

"Somebody that I used to know" para tocar na flauta e instrumental Orff





O Pop-Rock nos anos 70

A década de 70 foi marcada pelo surgimento de géneros diferentes. Por um lado, apareceram o heavy metal e o hard rock, que se caracterizam por sonoridades agressivas e pesadas, dando grande destaque às guitarras elétricas com distorção. O estilo associa-se a um aspeto estético característico: roupas pretas, calças justas, cabelos compridos e acessórios de couro. São exemplos deste género grupos como Iron Maiden, Kiss, AC/DC e Alice Cooper.

Surgiu também um outro movimento, o punk rock, cuja estética visual se associa a camisolas rasgadas, cabelos pintados com cores garridas e penteados extravagantes. Exemplo deste movimento é a banda britânica Sex Pistols.

O glamour rock surgiu em Inglaterra, caracterizado pelo uso de trajes espampanantes e espetáculos aparatosos. Este estilo influenciou vários grupos, como os suecos ABBA e músicos como David Bowie.

In Music Box - Educação Musical 3.º Ciclo - Raiz Editora

O Glamour Rock, ou Glam Rock, durou pouco tempo, mas seu efeito foi provocativo. Nascido na Inglaterra entre o final de anos 60 e o começo dos 70, o movimento surgiu como uma provocação à estética Hippie.

O Glam (também conhecido como Glitter Rock) foi marcado pelo excesso de produção – tanto na roupa (lurex, lantejoulas, paetês, saltos de plataformas) e maquilhagem (pestanas postiças, batons e sombras de cores vibrantes, purpurina), quanto na atitude (era importante ‘posar’ ou seja, criar uma personagem). Tudo com muito glamour.

Junta-se a isto outra componente fundamental para entender o Glam Rock: a androgenia. A ideia era confundir, polemizar e mexer com os conceitos de género masculino e feminino, criando uma confusão visual, que causou furor entre as pessoas mais antiquadas da época. Os melhores representantes foram David Bowie, Marc Bolan, Iggy Pop e Lou Reed.

In http://mondomoda.org/2011/11/27/glam-rock-moda-musica/


Houve ainda uma continuidade no trabalho da década anterior com grupos como os Pink Floyd ou os Queen.


segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

I don't want to talk about it - Para tocar na flauta de bisel




I Don't Want To Talk About It


I can tell by your eyes
That you've probably been crying forever
And the stars in the sky don't mean nothing
To you, they're a mirror.

I don't wanna talk about it
How you've broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...

If I stand all alone
Will the shadows hide the colors of my heart?
Blue for the tears, black for the night's fears
The stars in the sky don't mean nothing to you
They're a mirror.

I don't wanna talk about it, how you've broke my heart.
But if I stay here just a little bit longer,
If I stay here, won't you listen to my heart?
Oh, my heart...



domingo, 1 de Dezembro de 2013

Musicoterapia - Uma disciplina no Currículo Específico Individual de alunos com NEEP



"A musicoterapia é a utilização da música e/ou dos seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) [...] num processo destinado a facilitar e promover comunicação, desenvolvimento, aprendizagens, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às suas necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas. A musicoterapia procura desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor organização intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida [...]".





domingo, 17 de Novembro de 2013

O Rock britânico

Com a crescente popularidade do rock n' roll no mundo, rapidamente surgem grupos noutros países. É o caso dos The Animals, The Who, The Beatles e Rolling Stones. Estes últimos apresentavam uma atitude mais rebelde e agressiva e um som mais pesado, com raizes nos blues, obtendo uma sonoridade diferente da dos Beatles.

O grupo britânico mais paradigmático dos anos 60 foi The Beatles, formado em Liverpool em 1960.

Durante os primeiros cinco minutos da primeira apresentação dos The Beatles na TV americana, em 1964, não houve assaltos nem homicídios nos Estados Unidos.


O Rock nos Estados Unidos da América

A produção musical dos anos 60 foi influenciada por vários acontecimentos históricos e sociais, como a guerra do Vietname e o movimento hippie, que defendia a paz e o amor livre, com o slogan Make Love not War.

Este ideal marcou a atividade musical da época, espalhando-se um pouco por todo o mundo.

Alguns nomes importantes desta época são Jimi Hendrix, Janis Joplin, Bob Dylan, Joan Baez, Joe Cocker e o grupo Peter, Paul and Mary.

O maior evento dessa geração foi o Festival de Woodstock, realizado em 1969.

A obra de Bob Dylan, a partir de 1962, está impregnada de sentido interventivo, uma vez que aborda temas sociais e políticos numa linguagem poética. A canção "Blowin in the wind" tornou-se um hino do movimento pelos direitos civis.

In Music Box-Educação Musical 3.º ciclo do Ensino Básico. RAiz Editora.

segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

A memória auditiva, a motricidade e os processos de notação musical



De acordo com José Carlos Godinho, "a memória auditiva tem essencialmente que ver com a escuta diferenciada em termos de diferentes parâmetros do som e elementos da música. Representa um recurso pessoal importante para a compreensão concetual, se bem que, por si só, não leve à compreensão da obra musical.

O professor deverá estar atento à idade dos seus alunos, perspetivando sempre a formação do ouvido com base em exemplos vivos da literatura musical e evitando o ditado musical clássico, não adequado às características deste ensino.

A motricidade abrange as capacidades vocais e instrumentais, bem como toda a relação corporal do aluno com a música, devendo ser objeto de um cuidado especial, já que é a área privilegiada de envolvimento ativo dos alunos, em termos de realização pessoal e concreta.

Quanto aos processos de notação, deverá dar-se igual ênfase tanto à aprendizagem básica do código musical tradicional como ao contacto com códigos de escrita contemporânea. A criação de processos de escrita pelos alunos deverá ter em conta o estabelecimento de critérios de rigor.

Não será demais afirmar que o desenvolvimento de competências só tem significado se estiver intimamente ligado às três grandes áreas - composição, audição e intepretação, - tendo sempre em vista os objetivos gerais (Swanwick, 1979)."

In Godinho, José Carlos. Educação Musical 5.º Ano. Guia de Recursos do Professor.Santillana Constância 2013.

Metodologia em Educação Musical - A composição, a audição e a interpretação


Orientação metodológica para a Educação Musical

Segundo José Carlos Godinho, "o programa de Educação Musical, elaborado em espiral de conceitos, pressupõe etapas de aprendizagem abertas e inter-relacionadas. O desenvolvimento do pensamento musical dos alunos pretende-se evolutivo e simultaneamente cumulativo, criando-lhes oportunidades de experiências individuais e coletivas, bem como de apropriação criativa.

Assim, deverão ser trabalhadas três grandes áreas: composição, audição e interpretação.

Por COMPOSIÇÃO entende-se toda a forma de invenção musical, incluindo a IMPROVISAÇÃO, como uma maneira de compor não ligada à escrita. O que está em causa é a construção da obra musical através de processos de realação e seleção de sons, os quais envolvem intencionalidade. O seu valor educativo encontra-se muito mais no tipo de relação que o aluno assim estabelece com a música do que na suposta formação de compositores, com a carga geralmente atribuída a este termo.

Por AUDIÇÃO, pretende-se significar a escuta musical ativa e participante, sendo a compreensão estética uma parte integrante dessa experiência. Envolve um significado extrínseco, que se relaciona com os diferentes parâmetros do som, os elementos da música e a capacidade de os analisar, e um significado intrínseco, que apela para as respostas emotivas e estéticas.

A INTERPRETAÇÃO representa a execução de qualquer obra musical, num processo interativo, em que a escuta de si e do outro é um elemento fundamental.

Para que o envolvimento nestas três áreas cresça e atinja níveis significativos, tem necessariamente de ser acompanhado pelo desenvolvimento de competências musicais, nomeadamente da memória auditiva, da motricidade e dos processos de notação musical".

Falarei destas competências no próximo post.

In Godinho, José Carlos. Educação Musical 5.º Ano. Guia de Recursos do Professor.Santillana Constância 2013.


domingo, 10 de Novembro de 2013

O Rock n' roll


O rock n' roll

"Ao mencionar as origens do pop-rock, é incontornável falar-se do rock n' roll (rock and roll), um género norte-americano que surgiu entre o final da década de 40 e o início da década de 50, com origens na música country (em géneros como o rockabilly, o western swing, o bluegrass e o honky tonk), no rythm and blues (blues, jazz, boogie woogie e espirituais negros) e ainda em outras influências, como o folk, o gospel e as big bands. O género difundiu-se rapidamente e viria a influenciar práticas musicais um pouco por todo o mundo.

No período inicial do rock n'roll, destacam-se vários nomes, entre os quais Jerry Lee Lewis (n. 1935), Chuck Berry (n. 1926) - muitas vezes apontado como o inventor do Rock n'roll e Little Richard (n. 1932). Rock around the clock, de Bill Haley, foi a primeira canção de rock n' roll a alcançar o primeiro lugar no topo de vendas em 1955. A maior parte dos cantores de rock começou a sua carreira com covers, uma nova interpretação e gravação de canções já popularizadas e divulgadas comercialmente. A canção Be bop a lula, originalmente cantada por Gene Vincent, foi cantada por muitos outros cantores, em épocas diferentes."

Elvis Presley

Apelidado de "Rei do Rock", ou "the King", Elvis Presley (1935-1977)foi um cantor norteamericano que obteve grande projeção mundial. Ficou famoso não só devido à sua forma de dançar, mas também devido à sua voz, com uma grande extensão e timbre pouco vulgares para um cantor do género. Elvis é considerado um dos maiores ícones da cultura musical popular do século XX, com mais de um bilião e meio de discos vendidos em todo o mundo. Para muitos, o Rei continua vivo. A sua casa, Graceland, em Memphis, foi transformada num museu, sendo um local de peregrinação para os seus fãs."

In Music Box - Educação Musical 3.º Ciclo de Escolaridade. Raiz Editora.

Pop-Rock - Das origens aos anos 60

O pop-rock - Das origens aos anos 60

"O termo pop-rock refere-se ao género musical urbano que surge como a ponta visível de uma grande quantidade de géneros musicais, com origem nas canções dos escravos africanos nos Estados Unidos da América, passando pelo blues, jazz, R&B, ragtime, rock n' roll e pop.

Assim, poder-se-á afirmar que dentro do pop-rock há muitos estilos e é frequente encontrar-se ainda exemplos de fusão com outras influências culturais, tornando-se difícil estabelecer uma fronteira entre eles.

Instrumentos musicais no Pop-rock

Há quem afirme que o pop tem sonoridades mais suaves e o rock mais agressivas. Em comum têm os instrumentos utilizados e o número de elementos: voz solista com ou sem segundas vozes, guitarras elétricas solo, de acompanhamento (ritmo) e baixo, bateria e teclados.

Estes estilos musicais foram sendo cada vez mais conhecidos através da divulgação de empresas discográficas e dos média, que os fizeram chegar de forma acessível ao mundo inteiro."

In: Music Box - Educação Musical 3.º ciclo. Manual do professor. Raiz Editora

sábado, 20 de Agosto de 2011

"Traz outro amigo também", para flauta de bisel

Tenho, entre os meus recursos, um conjunto de dezenas de manuais de Educação Musical diferentes, que compensam de alguma forma o facto de não ser possível mudar de manual há já alguns anos. Esta partitura da canção "Traz outro amigo também", de Zeca Afonso, encontra-se no manual Oficina da Música 6, da editora Santillana Constância, da autoria do professor Joaquim Mariano.


Danúbio Azul, de Strauss

Aqui está a partitura da valsa "Dánubio Azul" de Johann Strauss. Esta peça pode ser executada em instrumentos de teclas, na flauta de bisel ou no xilofone. A falta do si grave na flauta de bisel soprano pode ser compensada de várias formas: O mais aconselhável é a execução dessa frase noutro instrumento, tocado por outros alunos ou pel@ professor(a), ou ainda, em último caso, substituindo-o pela nota Ré, se não houver mesmo outra alternativa.